Cem anos como os lírios do campo

Título: Cem anos como os lírios do campo

Autor: Gracilene Pinto

Categoria: Romance

Ano: 2019

ISBN: 978-65-993345-1-1

205 g | 15 x 21 cm | 144 páginas

 

Sobre o livro:

 

Romance biográfico, ambientado na São Luís do Maranhão no Século XX, sobre a vida de uma mulher que faleceu aos 104 anos no Asilo do São Francisco.

 

Ao ler CEM ANOS COMO OS LÍRIOS DO CAMPO, provavelmente surgirão alguns questionamentos na cabeça dos leitores sobre o porquê de se escrever sobre uma pessoa como Mariazinha, que não auferiu títulos nem riquezas e não deixou nenhuma obra para a posteridade.

 

O que pode haver de novo e interessante para ser dito sobre uma mulher que, pertencendo a uma família de posses e boa posição social, fugiu de casa ainda adolescente para seguir a um amante que logo a seguir a abandonou à própria sorte e, desde então, foi parar na Zona do Baixo Meretrício, onde permaneceu até a idade provecta; alguém que se autodeclarava preguiçosa ao ponto de não haver aprendido sequer a ler, pois apesar da oportunidade de fazê-lo nunca se aplicara ao estudo, rasurando os cadernos e rasgando as cartilhas do ABC; alguém que sequer aceitou qualquer emprego que implicasse responsabilidades? O que poderia haver de especial em alguém assim?! Não está, por acaso, o mundo cheio de mulheres que se deixaram seduzir pelos encantos de algum Don Juan barato para depois cair nas garras dos aliciadores seduzidas pela ilusão da vida fácil e do dinheiro sem esforço? Não sobeja por aí literatura sobre a vida profana daquelas que enveredaram pelo mundo da prostituição?

 

Mas, Mariazinha tinha sim alguns aspectos bem singulares em sua personalidade que a tornavam especial e podem justificar esta homenagem póstuma: a necessidade de liberdade, a sensibilidade e a grandeza do seu coração, que detinha certa inocência, quase infantil, e, principalmente, a fé em Deus e nas coisas divinas.

 

Mariazinha era livre como as aves do céu e, como os lírios do campo jamais se preocupou com o futuro.

 

Tinha certeza de que Deus proveria todas as suas necessidades. E nunca se decepcionou quanto a isto. Porque, apesar de ter vivido sempre na Zona de Baixo Meretrício “sem lenço e sem documento”, que nunca teve emprego nem qualquer renda fixa e até os noventa e tantos anos sequer tinha um documento de identidade que não fosse o Batistério, nunca lhe faltou o essencial: teto, comida, vestimenta e, bem raramente, medicação. E para que mais, se nunca aspirou riquezas e se do pouco que conseguia ainda sobrava, às vezes, para ajudar alguém mais necessitado?

 

A mulher nunca se apegou às coisas materiais. Amava e respeitava as crianças, a natureza e toda a criação de Deus. Sempre dava bons conselhos às crianças e às jovens sobre estudos e comportamento moral. Amava sua madrinha, Nossa Senhora do Carmo, com devoção infinita.

 

Acreditava no amor, apesar de todos os percalços porque passou na vida. E, ao final de sua trajetória terrena, ao contrário de muitas das suas colegas de infortúnio, teve premiada sua fé em Deus, encontrou abrigo, alimento e cuidados, e, como se não bastasse, vivenciou o amor sobejamente.

 

Quantos neste mundo de provas tiveram já a oportunidade de viver mais de cem anos, e mais que isso, partir deixando lágrimas de saudade em um namorado apaixonado?

Cem anos como os lírios do campo

R$ 40,00Preço

Livraria e Espaço Cultural AMEI - São Luís Shopping

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